10 de nov. de 2008

Bióloga afirma que há tráfico de plantas e animais para indústria farmacêutica


RIO BRANCO - Não é de hoje que a Amazônia vem sendo roubada em seu patrimônio genético e nos conhecimentos de suas populações tradicionais sobre plantas e animais da região. Da Universidade de São Paulo (USP) vem a confirmação de que a maioria dos animais e plantas tiradas ilegalmente do Brasil termina nas mãos da indústria farmacêutica, que elabora produtos com as toxinas geradas por eles.A confirmação foi feita pela bióloga Ursula Castro de Oliveira, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que há oito anos estuda o tráfico de animais e plantas. Por trás desse negócio se escondem empresas de remédios, pesquisadores "sem escrúpulos" e até "congregações religiosas", segundo a bióloga.Para a pesquisadora, aranhas, rãs, sapos e serpentes são escondidos em bagagens falsas ou levados nos corpos dos traficantes, segundo a bióloga. O veneno de algumas serpentes é usado para tratar a hipertensão e rãs da Amazônia têm propriedades anestésicas patenteadas por uma multinacional.SecreçãoEntre as rãs está a Philomedusa Bicolor, uma perereca que gera uma secreção extraída pelos índios amazônicos para ganhar força e energia. A secreção é usada como a "vacina do sapo Kampô", aplicada na maioria das aldeias indígenas do Acre.A bióloga da USP lembra que empresas dos Estados Unidos e do Japão possuem direitos sobre certas substâncias secretadas por sapos e que são utilizadas durante séculos por comunidades indígenas.Para assistir a vídeos com notícias e informações sobre a Amazônia, acesse gratuitamente www.portalamazonia.com/videosdaamazonia

Nenhum comentário: